Numa notícia hoje publicada na versão impressa do Jornal i, pode-se ler : "O crescimento do fosso entre ricos e pobres esteve na base da crise financeira atual e da Grande Depressão dos anos 30. Segundo um estudo feito pelos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), há uma relação causa/efeito entre uma maior desigualdade na distribuição de rendimentos e a criação de condições para o surgimento de uma crise financeira." (Jornal i de 25/11/2010, pág. 22). A explicação adiantada é a de que "[...] os investidores usam parte do seu rendimento mais elevado para comprar ativos financeiros suportados por empréstimos de trabalhadores". Na verdade, segundo os dados adiantados no referido estudo, entre 1920 e 1928 o rendimento detido pelos 5% mais ricos cresceu de 24% para 34%, sendo que algo de muito semelhante sucedeu entre 1983 e 2007, quando o mesmo indicador passou de 22% para 34%. Dito de uma outra forma, o decréscimo relativo ou, em alguns casos, mesmo nominal do rendimento da esmagadora maioria da população não levou a um menor consumo, mas antes ao recurso a um maior volume de crédito como forma de alavancar as vendas de serviços e bens. Sendo esses créditos alimentados com as poupanças dos mais ricos, os mesmos acabaram por se tornar incobráveis a um dado ponto, levando ao desmoronar de todo um sistema financeiro.
Não é possível resolver estes problemas com remendos, é preciso ir à origem do problema.
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